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Este poderá ser um dos temas que mais divide no presente os Sportinguistas, pois vê-se que uma clara minoria de sócios detém mais poder de decisão que a maioria, ainda que com menos votos.

A questão para mim prende-se com Lobbiying.

Quem fizer o lobbying certo na altura certa aos associados certos, pode contar com uma vitória em eleições. O mesmo não se passaria se o voto fosse unitário, cada sócio com um voto.

Aqui há quem diga que não é justo e deve-se premiar o sócio com mais anos de associado. E eu concordo.

Mas como se premeia?

Dando mais votos a esse associado, fazendo com que todos os outros fiquem reféns do lobbying, ou de humores e vaidades? Esse nunca podia ter sido o caminho.

Deem a esses sócios vantagens financeiras em merchandising, no acesso aos estádios e pavilhões, em ações de Corporate.

Mas nunca de forma a que o futuro do Sporting Clube de Portugal esteja refém deles. Isto seria uma alteração profunda no status quo da relação do clube com os associados, e vice-versa.

Da mesma maneira que acho que o poder do Grupo Stromp devia ser diminuído, e esvaziado, como o Conselho Leonino, também acho que devia haver um Representante nos Órgão Sociais que representasse os adeptos que não são sócios.

Os nossos Núcleos deveriam servir de Sede de votos, pois hoje em dia consegue-se fazer uma operação logística de modo a saber a votação desses Núcleos.

Li atentamente algumas das coisas que se vão escrevendo na blogosfera, e o Sporting Clube de Portugal, para crescer, tem que sair de casa dos Pais. Vai doer, e vai passar fome, vai usar roupas mais baratas, mas vai Crescer.

Se o não fizer, vai ser sempre o maior, mas em casa dos papás, um pirralho mimado, a quem tudo é perdoado, ainda que de vez em quando lá vamos dando uns puxões de orelhas nesse garoto mais que centenário.

O Carlos Carta Custódio tem 46 anos, trabalha em logística num Banco, é pai de 2 crianças, a mais nova o Guilherme é um inspirador atleta da formação do Rugby Sporting.