A Mesa da Assembleia Geral do Sporting deliberou, por unanimidade, rejeitar o requerimento que havia sido apresentado no dia 7 de janeiro do corrente ano, visando a realização de uma Assembleia Geral, cuja ordem de trabalhos seria a destituição dos órgãos sociais com justa causa.

Nada que nos surpreenda. Nem a nós nem a qualquer Sportinguista que se recorde de como têm sido conduzidas as Assembleias Gerais por esta Mesa, onde os estatutos são usados quando estes lhe servem e não os usa quando lhe dá jeito. Confirma-se o Sporting é dele, do Dr. Rogério Alves e não “nosso” dos Sócios.

O Dr. Rogério Alves apreciou, demorou mais um pouco, e voltou a apreciar durante o tempo que achou por bem e colocou a sua voz acima de milhares de outras vozes que, dizem os estatutos, deveriam decidir o destino do que era alegado no requerimento entregue. Refugiou-se em formalismos, que diz, não foram cumpridos. Esperamos que daqui para a frente o Dr. Rogério Alves, face a este súbito interesse nos formalismos, passe a cumprir o Regulamento da Assembleia Geral e o "formalismo" de colocar à votação dos Sócios em AG a dispensa de leitura das actas, ou dos requerimentos que os Sócios lhe submetem.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral achou por bem não escutar o que os sócios têm a dizer, sendo que o mais certo é que, na sequência desta decisão, o nome do Sporting Clube de Portugal seja arrastado, uma vez mais, para os tribunais, tal como a actual Direcção continuará a arrastar os Sócios para uma verdadeira saga de guerras e divisões, ao mesmo tempo que justifica o presente com desculpas de um passado cada vez mais distante, ficando cada vez mais à mostra a total falência do principal eixo do projecto da actual direcção, Unir o Sporting.

Ontem, o Dr. Frederico Varandas afirmava que "o Sporting é e será sempre dos sócios". Hoje, o Dr. Rogério Alves completa com um "mas quanto menos os ouvirmos... melhor!".

Até quando?