Aguardam os sportinguistas o veredicto do Senhor PMAG Dr. Rogério Alves relativamente ao requerimento de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) destitutiva, mais um tão historicamente pródigo momento de convulsão no Universo Sporting.

Não é minha intenção debruçar-me sobre os estatutos – desde já subscrevo a opinião do Nuno Sousa, aqui - pois, pessoalmente estou saturado de visões maniqueístas dos mesmos (vide o actual PMAG, que assumiu não os respeitar porque não concorda com eles ou o seu incumprimento pela MAG de Jaime Marta Soares, que passou impune), mas a responsabilização de qualquer Órgão Social eleito pelos sócios, cumprir com aquilo que se propôs em campanha eleitoral, com o que promete aos sócios, de respeitar os princípios, estratégias e linhas gerais do seu projecto sufragado.

Não me refiro obviamente a chavões políticos e demagogos e até boas intenções não concretizadas na habitual gincana politica eleitoral - “comprar com critério”, “vamos ganhar”, “gestão rigorosa e transparente” - embora nenhuma promessa deva ser vã, nenhum objectivo transmitido o deve ser feito de ânimo leve só para conquistar alguns votos.

Refiro-me neste caso e sem meias palavras que a realidade do clube não se compadece com paninhos quentes, aquilo que considero ser um verdadeiro embuste. E esse embuste foi o “projecto” de Frederico Varandas.

Tenho lido sobre a incapacidade do presidente do Sporting Clube de Portugal em cumprir o seu mote da campanha “Unir o Sporting”.

Errado.

Frederico Varandas não teve a intenção de unir o Sporting. Não há medida de gestão, comportamento e declarações que mostrem qualquer indício dessa intenção. Dizer “Unir o Sporting” sem qualquer tipo de trabalho nesse sentido é a mesma coisa que nada. O Sr. Presidente do Conselho Directivo, por acção e omissão, promoveu ainda mais fracturas, abriu mais feridas, potenciou ainda mais conflitos.

Frederico Varandas, por acção e omissão, afasta as pessoas dos estádios, dos pavilhões, do associativismo. Temos as bancadas em pé de guerra, discussões e até agressões entre sportinguistas.

Foi Frederico Varandas, a quem se pedia trabalho e soluções, que preferiu um contexto de desresponsabilização, de criação de bodes expiatórios, de imputação no mínimo dúbia de responsabilidades aos antecessores e até aos sócios e adeptos, de purgas e de ataque à matriz popular do clube e às suas bases.

Eu subscrevo as críticas ao planeamento da época em curso, às opções incompreensíveis na gestão de recursos, à incapacidade de comunicação, à falta de carisma e ao discurso ininteligível.

Numa qualquer outra sociedade e face à incompetência demonstrada, outra solução directiva já estaria à porta.

Mas mais que a incapacidade comprovada, é tal o logro onde o Presidente do Conselho Directivo fez cair os Sportinguistas - principalmente a minoria que nele votou - que está em causa e pelo qual tem que responder.

Lamento, mas não encontro outra forma de expor a minha visão sobre o assunto. Frederico Varandas governa o clube sustentado num embuste.

Imperdoável. A Assembleia Geral Extraordinária para a destituição dos Órgãos Sociais tem que ser uma realidade.

Nuno Bispo
Sócio 111.313-0
Moderador do FórumSCP desde 2015
Licenciado em Gestão pela Universidade Católica
Experiência profissional de 20 anos na Banca e Seguros