Painel 2

O Clube, os Sócios e os Adeptos

Rossana Amador – Sócio nº 75.884-0

Voto por Antiguidade

Introdução

Há muitas imperfeições, no atual sistema de voto. A discussão normalmente anda à volta da questão de “1 Sócio, 1 Voto”, paradigma das democracias versus “voto por antiguidade”. Embora sensível aos argumentos do Voto por Antiguidade, o atual sistema é muito iníquo, e provoca distorções demasiado graves nas decisões.

A maior das imperfeições: a diferença dos votos do Efetivo A, para o Efetivo B, para o Efetivo C. Esta segregação faz sentido ao nível de votos, pois ao não pagarem a quota base, os Efetivos B já não têm os mesmos benefícios que os Efetivos A ao nível de poder assistir aos jogos na bancada A, tendo por isso que ir obrigatoriamente para a bancada B, ou outro exemplo, não se podem candidatar a Órgãos Sociais, o que é discutível também, mas daí não terem o mesmo número de votos.

Então um Sócio de 30 anos de filiação, por ser Efetivo B, tem os mesmos votos de quem tem 10 anos de Efetivo A? Então o sistema já não é por antiguidade? É uma coisa hibrida e complexa? Mas, a coisa piora quando vamos para os Sócios Efetivos C. Os Sócios Efetivos C são os antigos Sócios Correspondentes, ou seja, os Sócios que o eram, mas estavam distantes de Lisboa por isso são sócios apenas por amor ao Clube já que raramente podem usufruir do Estádio ou PJR. Um Sócio C que o seja desde 1985 tem apenas 3 votos. O mesmo número de votos que alguém que é Sócio Efetivo A há 5 anos. Nada justifica esta segregação entre Sócios.

Por outro lado, há características mais favoráveis nos nossos Estatutos que nas Leis da República que tornam o nosso Clube mais “liberal” que a nossa Democracia. Por exemplo pode-se ser Presidente do Conselho Diretivo ao fim de 5 anos de Sócio e logo com 18 anos. Já para ser candidato a Presidente da República é preciso atingir os 35 anos de vida – que é o mesmo que dizer de Sócio da Nação – para poder candidatar-se.

Também para se ter direito ao voto na nossa República é preciso esperar 18 anos. Já no nosso Clube varia entre 12 meses para o Efetivo A e os 48 meses para o Efetivo C, passando pelos 24 meses para o Efetivo B. Outra discriminação incompreensível que urge acabar.

As recomendações abaixo são passos necessários para a simplificação, justiça, equidade, modernidade, atração de mais sócios, logo, para um futuro melhor para o nosso Clube. Recomendações equilibradas que respondem aos receios de “uns”, e aos anseios de “outros”, mas que tenho a certeza faria justiça a “muitos”.

Recomendação 1

Acabar com a discriminação de votos entre as diversas categorias de Sócios Efetivos, uniformizando todos os direitos estatutários entre estas categorias de Sócios Efetivos – a diferenciação far-se-ia exclusivamente pelos benefícios dentro da coletividade, como o acesso a bilhetes, descontos nos produtos e serviços de clube, acesso a bancadas.

Recomendação 2

Aumentar o tempo em que se tem de ser Sócio, de forma ininterrupta, para ter capacidade eleitoral ativa, ou seja, para poder votar tem que esperar 4 anos de fidelidade Leonina, ou seja o equivalente a 1 mandato, acabando assim com os receios de haver uma tomada hostil por parte dos rivais.

Recomendação 3

Aumentar o tempo em que se tem de ser Sócio, de forma ininterrupta, para ter capacidade eleitoral passiva, ou seja, quem se queira candidatar a Presidente de um Órgão Social tem que ser sócio há mais de 18 anos, de forma a atingir a maioridade Leonina.

Recomendação 4

Premiar todos os Sócios Efetivos que permaneçam sócios mais que 4 anos, ou seja 1 mandato completo, atribuindo-lhes 10 votos no momento em que adquirem os direitos de voto, pois é sabido que há uma grande desistência de Sócios ao terceiro ano, e esta seria a forma de fidelizar e premiar todos os resistentes leoninos.

Recomendação 5

Manter 1 voto adicional a cada 5 anos, a somar aos 10 iniciais, mas como referido na recomendação 1 com a regra a ser aplicada a todos os Sócios Efetivos independentemente da categoria onde se enquadrem.